Que as quedas não fraturem as esperanças e as grandes verdades não nos tirem a capacidade de mudar! Que o medo não cresça a ponto de empobrecer nosso espírito e o tempo se ocupe de restaurar os espaços dizimados pela dor. Que o vento não cesse seu sopro e carregue tudo que precisa seguir. Que as palavras venham sempre depositar a fortaleza do amparo, o consolo do refúgio, a sabedoria redentora da poesia. Que o silêncio também estabeleça a reconciliação entre palavras e memórias esquecidas dentro de nós. Que as amarguras não apaguem a fé, não engrandeçam o peso da solidão sobre o ritmo dos sonhos. Que seja contagiante cada reencontro, que seja mágica, e não angustiante, cada espera. Que a música nos faça chorar quando tivermos vontade, mas que ela também embale nosso sorriso, mova nosso corpo de criança crescida. Que tenhamos sempre alguém ao lado para ofertar um abraço generoso, um conselho rejuvenescedor. Que, a cada dia, aprendamos: a inteligência está na maneira de olhar e entender, de amar e cuidar, de errar e pedir desculpa, de educar e dar exemplo, de ser amigo, prestativo e afetuoso até mesmo na indiferença. Que as pessoas saibam reconhecer nossas capacidades e apontem, com cautela, nossos limites. Que nossos exageros, chiliques, traquinagens sejam relevados como uma piada nada maldosa. Que o desejo de vingança vire perdão, que o desejo de acusar vire direito de ouvir, que a inveja vire admiração. Que as religiões não ensinem a discriminar, separar, mas perpetuem a bondade, a misericórdia. Que as mágoas virem uma nova chance. Que saibamos cuidar de cada canto da casa e, se ela ruir, que tenhamos braços e força para reerguê-la. Que os amigos sintam saudade, tornem-se o escudo contra os desafetos e reconheçam os traços de tristeza que, às vezes, são desenhados em nosso semblante. Que nossa maturidade e discernimento não nos projetem para fora do mundo porque a genialidade é um conceito provisório e pessoal. Que nossa família seja sensata e, mesmo quando existir truculência e rigidez, que prevaleça o amor fraterno e o diálogo. Que o peito se tranquilize e alguém surja, renove nossa história, e o final feliz não seja mais coisa de cinema, seja coisa de quem crê na vida.







O texto realmente é um conselho muito bom, você acertou que serviria pra mim! sabe o engraçado, hoje eu disse a seguinte coisa: final feliz só tem em final de filme!, e você termina dizendo que temo que crer nisso!!! que o finais felizes podem existir em nossas vidas!!!!! rsssr
puts!!! o que digo mais???/
obrigada!!!! beijo
Realmente é a minha cara Geo!
Como a maioria dos textos que tu fazes, esse foi só mais um em que eu identifiquei pensamentos meus..
Beijão!
Estás de parabéns, belíssimo texto,soube descrever corretamente situações da vida de inúmeras pessoas.VocÊ sempre se superando,meus parabéns novamente!
Uma prece q reúne muitas preces…Esse texto é uma companhia excelente para os nossos cotidianos emaranhados de surpresas…Parabéns mais uma vez!!!
Obrigada pela delícia que é saboreá-lo em palavras e emoções…
obrigado, Kelly, teu carinho é amor na composição certa da amizade. Bjos eternos.
pra mim é tudo a tua cara’
só você mesmoo.
beijo